sexta-feira, 15 de abril de 2016

SÍNDROME DE STURGE-WEBER: RELATO DE CASO DOS ACHADOS DA AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Sturge-Weber syndrome: a case report on the results of the phonoaudiological evaluation

Sara Virgínia Paiva Santos (1), Laura Giotto Cavalheiro (2)


RESUMO

Tema: avaliação fonoaudiológica em síndrome de rara ocorrência. Procedimentos: descrever o
desempenho apresentado na avaliação fonoaudiológica clínica de uma paciente com diagnóstico
genético de Síndrome de Sturge-Weber. Para isso, utilizou-se de avaliação da motricidade e funções
orofaciais, das habilidades pragmática e semântica da linguagem oral, processos perceptuais visual e
auditivo, funções cognitivas e aplicação do Denver II. Resultados: na avaliação da motricidade orofacial a paciente apresentou anomalias de estruturas ósseas da face, inadequação quanto à morfologia, mobilidade e tônus de todos os órgãos fonoarticulatórios, presença de re! exos de procura e sucção primitivos. Na avaliação das habilidades pragmática e semântica da linguagem oral, processos perceptuais visual e auditivo, funções cognitivas, a paciente apresentou exploração sensoriomotora, com pouca interação e atenção compartilhada e di" culdade de contato de olhos; comunicação predominantemente gestual, não havendo registros de atos comunicativos verbais. Apresentou funções comunicativas de pedido de ação, exclamativa, exploratória e protesto, e grande uso de função não focalizada. A compreensão oral mostrou-se alterada, gestos representativos esporádicos, processos perceptuais funcionais e lateralidade inde" nida. No Denver II, falhou nas áreas pessoal-social, linguagem, motor " no e grosseiro. Conclusão: a paciente apresentou diagnóstico fonoaudiológico de Distúrbio de Linguagem e Disfagia Neurogênica Orofaríngea moderada sendo necessária intervenção fonoaudiológica a " m de maximizar a comunicação, bem como adequar as estruturas e funções motoras orofaciais.


DESCRITORES: Síndrome de Sturge-Weber; Hemangioma; Angiomatose

Rev. CEFAC. 2010 Jan-Fev; 12(1):161-170

Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846

Rev. CEFAC vol.12 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462010000100022 


http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462010000100022

PERFIL COMUNICATIVO DE INDIVÍDUOS PÓS LARINGECTOMIA TOTAL




PERFIL COMUNICATIVO DE INDIVÍDUOS PÓS LARINGECTOMIA TOTAL

Sara Virgínia Paiva Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Carla Monique de Santana Correia
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Alinete Santana dos Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Cristiane Maria Nascimento de Oliveira
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Profª Ms. Ivani Rosa dos Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado

RESUMO:
A laringectomia total é um procedimento radical e traz como conseqüência a retirada completa da
laringe, órgão responsável pela produção da voz. Sabe-se que as ressecções laríngeas podem causar
um grande impacto físico, emocional, e, sobretudo, social nos indivíduos devido à dificuldade de
comunicação uma vez que a pessoa se torna afônica após a retirada completa da laringe.
(CAMARGO, 2003; ZAGO et al, 2001; NEMR E LEHN, 2005).
Objetivo: Caracterizar o perfil comunicativo de indivíduos laringectomizados totais, pós-cirurgia.
Métodos: A amostra foi composta de 06 indivíduos laringectomizados totais, acompanhados no
Setor de Fonoaudiologia do Hospital Aristides Maltez – Salvador, Bahia. Todos os participantes
assinaram Termo de Consentimento. Foi aplicado um questionário realizado pelas pesquisadoras,
contendo sete perguntas objetivas à cerca da compreensão de fala do laringectomizado referida por
ouvintes, em ambiente silencioso e com competição sonora; dificuldades na produção vocal;
utilização de outros meios comunicativos, forma de reabilitação vocal utilizada e efetividade na
comunicação.
Resultados: Apenas um paciente que utiliza a voz esofágica referiu não conseguir se comunicar de
maneira efetiva; todos os pacientes que não utilizam nenhum método de reabilitação vocal referiram
não conseguirem se comunicar de maneira efetiva; apenas um paciente utilizava a laringe
eletrônica, no entanto, referiu usar somente em casa por achar desagradável; metade da amostra
2 | 3º Interculte – Impressão digital, outubro de 2008
(50%) utiliza a voz esofágica como método de reabilitação; 83,33% dos indivíduos entrevistados
utilizam a escrita como segundo recurso comunicativo; 50% da amostra referiu às vezes apresentar
dificuldades na produção vocal; a maior dificuldade na produção vocal está para realização de fala
contínua (66,67%); 83,33% sempre entendem a fala do laringectomizado em ambiente silencioso,
caindo para 50% dessa compreensão quando há competição sonora.
Conclusão: foi possível verificar que a reabilitação fonoaudiológica nos pacientes
laringectomizados totais promove efetividade comunicativa para esses indivíduos, contribuindo
para uma fala mais inteligível, minimizando os impactos sofridos na comunicação pós-cirurgia, o
que permite melhor integração social desses sujeitos.

PALAVRAS-CHAVES: comunicação, laringectomia, laringectomia total.

ESTUDO DO PERCENTUAL DE CONSOANTES CORRETAS EM IRMÃOS COM QUEIXAS DE ALTERAÇÃO DE FALA




ESTUDO DO PERCENTUAL DE CONSOANTES CORRETAS EM IRMÃOS COM
QUEIXAS DE ALTERAÇÃO DE FALA

Queli Jamile Vasconcelos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Carla Monique de Santana Correia
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Sara Virgínia Paiva Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Laura Giotto Cavalheiro
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado

RESUMO:
O problema do desvio fonológico está além de apenas uma dificuldade articulatória, uma vez que se
trata de uma alteração na organização do sistema fonológico, que é encontrado em crianças com
idade superior a 4 anos. O grau de severidade do desvio estabelecido por Shriberg e Kwiatkowski
(1982), é determinado pelo cálculo do Percentual de Consoantes Corretas (PCC), o qual é utilizado
amplamente na literatura para classificar o desvio fonológico em severo, moderadamente severo,
levemente moderado e leve.
Objetivo: caracterizar a gravidade de alterações fonológicas em irmãos com queixas de alteração
de fala.
Métodos: participaram do estudo 6 crianças, de ambos os sexos, com faixa etária entre 4 e 9 anos
de idade, com queixas de alteração de fala. Foi solicitado nomeação de figuras para verificação do
número de consoantes corretas produzidas para posterior classificação conforme PCC.
Resultados: foi observado que 16,66% apresentaram gravidade considerada leve, 16,66%
apresentaram grau severo e 33,32% apresentaram moderadamente leve. Vale considerar que durante
a análise ficou evidente que não houve semelhança entre os graus de severidade quando
comparados entre os irmãos.
Conclusão: Assim foi possível concluir que apesar das queixas referidas serem semelhantes, não há
concordância entre a gravidade das alterações observadas o que demonstra que apesar da
2 | 3º Interculte – Impressão digital, outubro de 2008
hereditariedade promover a presença das alterações de fala, ela não é responsável por determinar a
sintomatologia, ou seja, a gravidade da alteração.

PALAVRAS-CHAVES: percentual de consoantes corretas, alteração de fala, PCC entre irmãos.

AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA DA MOTRICIDADE OROFACIAL NA SÍNDROME DE STURGE-WEBER



AVALIAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA DA MOTRICIDADE OROFACIAL NA SÍNDROME
DE STURGE-WEBER

Sara Virgínia Paiva Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Laura Giotto Cavalheiro
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado

RESUMO:
A Síndrome de Sturge-Weber apresenta-se como uma alteração vascular das meninges e córtex
cerebral, de difícil ocorrência. Calcula-se que a síndrome completa ocorre na população em geral à
razão de 1:230.000. Não hereditária e congênita, é de etiologia desconhecida, porém desconfia-se
da persistência de um plexo vascular ao redor da porção cefálica do tubo neural e apresenta-se com
a mesma freqüência em ambos os sexos. A diversidade de características clínicas varia muito. Cada
caso de Sturge-Weber é único e exibe achados em diferentes graus (FREITAS et al, 2004;
PEREIRA, VEDRANO e NACLÉRIO-HOMEM, 2005; MARINHO, CHERUBINI, 2006; BALL,
2007).
Objetivo: descrever o desempenho apresentado na avaliação fonoaudiológica clínica da
motricidade orofacial de uma paciente com diagnóstico genético de Síndrome de Sturge-Weber.
Métodos: a avaliação da motricidade orofacial foi realizada através de avaliação Miofuncional
passiva, devido à falta de compreensão e colaboração da paciente. Foi utilizado o Protocolo para
Exame Clínico de Avaliação das Funções miofuncionais orofaciais de Marchesan (2005), sendo a
avaliação dos itens B: Corpo, C: Face e D: Funções orais, do Protocolo utilizado, realizada através
da antroposcopia ou avaliação visual, seguidas de avaliação complementar com inspeção oral e
ausculta laríngea. Foi assinado Termo de Consentimento Livre Esclarecido da presente pesquisa
pelos responsáveis pela paciente.
Resultados: a paciente apresentou anomalias de estruturas ósseas da face, inadequação quanto à
morfologia, mobilidade e tônus dos órgãos fonoarticulatórios, presença de reflexos de procura e
sucção primitivos. Observou-se respiração predominantemente oronasal e saída de ar diferenciada
no teste com espelho de Glatzel, deglutição com movimentação de cabeça e contração da
2 | 3º Interculte – Impressão digital, outubro de 2008
musculatura periorbicular, escape extra-oral com líquido e ausculta cervical com respiração ruidosa
seguida de desconforto respiratório para essa mesma consistência. As demais consistências não
foram avaliadas devido à não-aceitação e colaboração por parte da paciente.
Conclusão: a paciente apresenta diagnóstico fonoaudiológico de Disfagia Orofaríngea Moderada,
evidenciado pela alteração dos padrões de deglutição e funções orofaciais, sendo necessária
intervenção fonoaudiológica, a fim de adequar as estruturas e funções motoras orofaciais.

PALAVRAS-CHAVE: Angiomatose, Mancha Vinho do Porto, Síndrome de Sturge-Weber.

AFASIA: ANALISANDO O CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO



AFASIA: ANALISANDO O CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO

Jorge Fernando Ferreira Cunha Júnior
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Sara Virgínia Paiva Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Catarine Heiter Boness
UNEB – Universidade do Estado da Bahia

RESUMO:
Introdução: A afasia é um termo amplamente difundido no âmbito acadêmico, sendo, no
entanto, normalmente desconhecido da população em geral. Porem com o aumento da ocorrência
de acidente vascular encefálico (AVE) e de outros quadros neurológicos, a afasia acaba sendo
um problema encontrado com freqüência nos hospitais e lares dos brasileiros, às vezes sendo
confundida com deficiência mental/distúrbio cognitivo por conta da deficiência da linguagem.
Objetivos: Verificar a o grau de conhecimento da população que freqüentou a Feira de Saúde da
Paróquia Nossa Senhora de Brotas-Salvador/BA, em maio/2008, sobre a Afasia e suas
manifestações.
Metodologia: Participaram da pesquisa 30 sujeitos participantes da Feira de Saúde da Paróquia
Nossa Senhora de Brotas. Foram realizadas quatro perguntas subjetivas, referentes ao
conhecimento sobre o conceito de afasia, etiologia, população que pode apresentar afasia e
tratamento para o referido quadro.
Resultados: No quesito definição de Afasia, 70% relataram não saber o significado; 10%
informaram nunca terem ouvido falar; os participantes que conheciam o termo associaram-no a
problemas de voz (7%) e de linguagem/memória (3%). Em relação à população acometida,
(56,67%) responderam não saber quem poderia apresentar e 6,67% relataram qualquer pessoa.
Alguns participantes mencionaram ainda vários quadros patológicos como pré-requisitos ao
aparecimento da afasia (neurológicos, psicológicos, sindrômicos, deficiência educacional). Em
relação a causa de uma afasia, 56,67% relataram não saber, surgindo ainda respostas que
relacionaram problemas neurológicos e psicológicos, idade, stress, alcoolismo e baixa
2 | 2º Interculte – Impressão digital, outubro de 2007
escolaridade, como fatores causais de uma afasia. Na questão relacionada ao tratamento da afasia
foi observado um predomínio do desconhecimento (50%) e poucas referências ao trabalho do
fonoaudiólogo (7%), tendo ainda sido citados os tratamentos médico, medicamentoso,
psicológico, fisioterápico e cardiológico (3%).
Conclusão: Com os dados obtidos, é possível perceber o desconhecimento da população, sobre
afasia e as suas manifestações, um distúrbio neurológico cada vez mais presente no consultório
fonoaudiológico e no dia a dia da população em geral.

PALAVRAS CHAVE: Afasia; AVE; população.

A INTERFERÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO NA INSTALAÇÃO DE HÁBITOS ORAIS DELETÉRIOS E CONSEQUENTES ALTERAÇÕES OROMIOFUNCIONAIS


Queli Jamile Vasconcelos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Carla Monique de Santana Correia
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Sara Virgínia Paiva Santos
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado
Laura Giotto Cavalheiro
UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado

RESUMO:
A amamentação natural oferece benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. O correto
desenvolvimento estrutural e funcional do sistema motor-oral depende em grande parte do
aleitamento materno. Convém, portanto, investigar de que forma a sucção natural relaciona-se com
a instalação de alterações oromiofuncionais. O aleitamento materno prolongado por no mínimo até
seis meses de idade constitui um fator importante para a prevenção de hábitos orais deletérios como
a sucção digital ou de chupetas, pois a função orofacial exercida (sucção natural) substitui a
necessidade emocional e nutricional da criança de sugar e exercitará de forma adequada a
musculatura orofacial.
Objetivos: Realizar revisão bibliográfica investigando de que forma o aleitamento materno
relaciona-se com a instalação de hábitos orais deletérios e conseqüentes alterações
oromiofuncionais.
Métodos: Foram pesquisadas todas as publicações indexadas nas bases de dados Lilacs e Medline,
considerando aquelas realizadas no período de 2000 a setembro de 2008, totalizando trinta artigos.
Foram utilizados os termos hábitos orais deletérios e aleitamento materno.
Resultados: Treze artigos relacionaram o aleitamento materno e a instalação de hábitos orais
deletérios. Dessa amostra, onze (84,6%) verificaram que o aleitamento materno quando prolongado
previne a presença dos hábitos acima referidos. Dentre os dezessete artigos restantes, quinze
2 | 3º Interculte – Impressão digital, outubro de 2008
(88,2%) deles evidenciaram relação causal evidente entre hábitos orais deletérios e presença de
alterações oromiofuncionais.
Conclusão: Conclui-se que o aleitamento materno deve ser amplamente incentivado, visto que na
literatura comprova-se o efeito positivo que o mesmo provoca na prevenção de hábitos orais
deletérios e conseqüentes alterações oromiofuncionais.

Palavras-chave: aleitamento materno, hábitos orais deletérios, fonoaudiologia.

Dieta oral é segura no paciente internado em UTI com TCE e trauma mandibular associado?



INTRODUÇÃO: alimentação pela via oral de forma segura em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico que também sofreram fratura de mandíbula é um ponto crítico, pouco discutido na literatura. Sabe-se que tratamento cirúrgico da buco-maxilo-facial (CBMF), quando indicado, necessita de imobilização maxilo-mandibular ao passo que essa população pode apresentar distúrbio de deglutição, sobretudo quando se trata de internação em unidades de terapia intensiva (UTI). As causas da disfagia nesses casos podem ser: 1) mecânicas, como relacionadas ao tempo de intubação orotraqueal, necessidade de traqueostomia; 2) medicamentosas, como sedoanalgesia, relaxantes musculares; 3) neurológicas, por lesão em pares cranianos envolvidos na deglutição, déficit cognitivo causado pelo traumatismo crânio encefálico (TCE); e 4) funcionais, por fraqueza muscular, incoordenação oral e privação alimentar. OBJETIVO: Avaliar critérios de segurança a serem considerados na liberação da dieta pela via oral do paciente vítima de TCE associado ao trauma mandibular, submetido à imobilização maxilo-mandibular no pós-operatório da cirurgia bucomaxilo facial (CBMF). MÉTODO: Serão levantados os principais critérios considerados para discutir segurança da dieta oral no paciente com TCE e imobilização maxilo-mandibular, esses critérios envolvem: nível de consciência do paciente, manutenção do estado alerta para alimentação, preservação das funções orofaciais de sucção e deglutição, tosse eficaz, sensibilidade preservada de oro-faringo-laringe, capacidade de proteger vias aéreas, coordenação entre sugar, deglutir e respirar, condições psicológicas preservadas para garantir aceitação satisfatória da dieta oral com restrição de consistências alimentares, garantia de higiene oral adequada pelo próprio paciente ou equipe de enfermagem. RESULTADOS: Considerando levantamento dos critérios de segurança da dieta oral dos pacientes com TCE que estão em imobilização maxilo-mandibular, concluímos que esses pacientes podem também apresentar disfagia. Dietas ralas indicadas nesses casos podem representar riscos de aspiração laringo-traqueal dependendo da gravidade da disfagia que o paciente apresentar. Pacientes com baixos níveis atencionais podem apresentar escape posterior precoce dos líquidos, num momento em que a via aérea está aberta na dinâmica respiratória. Comprometimentos do nervo facial-VII par craniano pode implicar paralisia facial e incapacidade de sucção. Dessensibilização intra-oral e faringolaríngea podem ocorrer por lesão nos nervos trigêmeo, glossofaríngeo e vago. Presença de traqueostomia pode ocasionar impacto na deglutição. Avaliação fonoaudiológica pode contribuir na tomada de decisão uma vez que caracteriza funcionalidade da deglutição e lança mão de estratégias terapêuticas reabilitadoras, podendo auxiliar a equipe de nutrição na prescrição da dieta mais adequada. CONCLUSÃO: Dieta oral nem sempre é segura do ponto de vista funcional da deglutição no paciente com TCE e trauma de face internado em UTI quando ele tem disfagia. Dieta oral exclusiva, do ponto de vista nutricional deve ser bem avaliada. A via de nutrição do paciente vítima de TCE associado ao trauma mandibular, que foi submetido à imobilização maxilo-mandibular no pós-operatório da CBMF, e decisão da liberação de dieta pela via oral de forma segura exigem conhecimentos interdisciplinares. A redução do tempo de internação hospitalar e o sucesso terapêutico indicam o tão necessário diálogo entre profissionais envolvidos em cada caso, em suas especificidades.

Outros Autores:

SARA VIRGINIA PAIVA SANTOS

Sheila Schneiberg
Paulo Henrique Luiz de Freitas
Andre Luiz de Oliveira Nascimento
Carla Patricia Hernandez Alves Ribeiro Cesar
Danielle Ramos Domenis
Claudia Sordi